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A segurança no deslocamento do idoso pela residência é o tema do artigo de hoje, com foco no bem estar e segurança da pessoa assistida e no trabalho do cuidador que o auxilia.

Segurança no deslocamento do idoso

Quando temos uma pessoa idosa em nossa casa são muitas as atividades que desempenhamos para que ela fique bem. Entre higiene, medicamentos e alimentos, estão os deslocamentos.

É quando o design e a arquitetura podem facilitar nosso trabalho e evitar que o cuidador faça muito esforço. Considere que em qualquer momento, poderá ser necessário uma cadeira de rodas para os deslocamentos e que um tratamento para uma lesão é muito mais caro e trabalhoso do que fazer adaptações no ambiente. 

Estrutura do lar de idosos

Comece pela entrada na porta de sua casa. Há uma rampa pequena para vencer o degrau da soleira? É preciso uma peça resistente para acessar o degrau e se adequar à Norma Técnica Brasileira (NBR 9050).

Ela define rampas, apoios e muitos outros elementos para que todas as pessoas possam circular com segurança, especialmente no caso de condomínios e de áreas urbanas. Além de crianças, grávidas, idosos e deficientes físicos, deve-se considerar inclusive os entregadores de compras do supermercado. 

Quando você adquire ou constrói um imóvel, é importante que todas as portas tenham 80 cm de largura para permitir a passagem de cadeira de rodas. Prédios antigos? Verifique com um profissional a possibilidade de reformar e abrir o vão, quais as condições estruturais de sua parede. Pode ser que seja mais simples do que imagina. 

Todos nós poderemos ter deficiências com a terceira idade. Solicite uma reunião de condomínio ou com seus familiares, se for o caso, para tratar do assunto. E, com isso, muita dor e sofrimento futuros poderão ser evitados.

Cuidados no interior da casa do idoso

Como será feito o deslocamento da pessoa da cadeira de rodas para a cama? Quantas pessoas terão que auxiliar? E na ida ao banheiro, como acessar o chuveiro? 

Quando o idoso é independente e caminha, observe se há desníveis pela casa. Não apenas degraus, mas os tapetes. Lembre a literatura, as histórias: … e o velho vinha arrastando o chinelo… Ele arrasta o pé porque perdeu força muscular da perna. E ele precisa caminhar! Qualquer caminhada lhe fará bem, inclusive sair do quarto e ir para a cozinha ou para a sala. 

Estimule sempre! No caminho, remova tudo em que ele possa escorregar. Se ele resiste para retirar o tapete, mostre que você também poderá tropeçar. E então, se você cair, quem cuidará dele? Posicione-se sempre no sentido de demonstrar que você pode se tornar frágil também e que os cuidados são para ambos.

Mesmo se colocar antiderrapantes, tapetes podem ter as pontas levantadas e ali está o perigo de um tropeço! Quedas podem ocasionar fraturas e estas são demoradas para sarar (quando saram!). Além disso, idosos também podem ter osteoporose, mais fácil ainda fraturar.

Escadas e corrimãos

Os corrimãos estão na altura adequada? Como é a sua fixação na parede? Normas existem para serem cumpridas e foram objeto de muito estudo. Faça o que elas exigem! É seguro!  

Móveis do idoso

As quinas dos móveis estão muito próximas do trajeto? Veja se pode remover este móvel do caminho ou solicite ao marceneiro que arredonde as quinas, corte um ângulo do móvel. Quando fazemos o possível para cuidar não sentiremos culpa se algo acontecer. Considere que o possível está relacionado à sua capacidade financeira.

Manobras para a segurança no deslocamento do idoso

E na cama, as escaras. Movimentar o idoso para que a circulação ocorra melhor e não machuque a pele é fundamental. É sempre mais simples fazer manobra do que cuidar dessas feridas cujo tratamento é caro, demorado e dolorido.

Um bom profissional poderá definir o material e o desenho e considerará resistência, declividade, fixação, entre outros detalhes que parecem pequenos e sem sentido, mas no dia a dia farão a diferença. 

Reduzir o esforço e a preocupação do cuidador (seja um familiar ou profissional) é fundamental!

Lembre-se que, ao cuidar do ambiente, está cuidando não só de quem você cuida, mas também de você!

Para saber mais sobre a autora

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Marilice Costi
Marilice Costi
Mestre em Arquitetura e Pós-graduada em Arteterapia. Criou a revista O CUIDADOR para apoiar quem cuida, finalista no Prêmio Brasil Criativo 2014/São Paulo. Autora de “A fábula do cuidador" e "As palavras e o cuidado", Marilice atende ONLINE com arteterapia, literatura, cursos, workshops e palestras para cuidadores, familiares e idosos. Desde 1996 desenvolve projetos na área do cuidado, conheça seu trabalho, livros e revistas em www.marilicecosti.com.br.

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