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Qualidade de vida dos idosos

Qualidade de vida dos idosos

A qualidade de vida dos idosos não precisa necessariamente decair com o tempo. Se a terceira idade descobrir que ficar mais velho é sinônimo de ficar diferente, mas não pior, essa nova fase da vida pode ser tão ou mais prazerosa que as anteriores.

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O que é qualidade de vida para os idosos?

Cada pessoa pode ter sua própria concepção sobre o que é uma vida com qualidade. A maioria destas vai depender de saúde e disposição para se fazer o que gosta.

Por este motivo, o artigo de hoje trata de como manter a saúde e disposição (física, energética, emocional e mental) na terceira idade.

Como é a vida dos idosos hoje em dia?

Até os anos 1940, a expectativa de vida no Brasil mal passava de 50 anos. Isto quer dizer que as pessoas que hoje tem mais de 70 estão, estatisticamente, “no lucro”.

Estatísticas funcionam da seguinte forma: se acontece com você é 100%, se não acontece é 0%. Por isso, não dê chance ao azar e leia este artigo até o final. Você não vai se arrepender.

Como melhorar a qualidade de vida dos idosos no Brasil

Conheça 3 iniciativas que são exemplos para melhorar a qualidade de vida da terceira idade.

O envelhecimento do idoso

Enquanto não se descobre a fonte da juventude, o processo de envelhecimento é natural e inevitável, mas a qualidade de vida e a independência dos idosos podem e devem ser estimulados.

Por isso, a primeira iniciativa que apresentamos é o Programa 60 Move (Sixty, ou sessenta em inglês), para estimular pessoas acima dos sessenta anos de idade.

O que é o 60 MOVE?

O 60 MOVE é um projeto preocupado em promover ações que propiciam a autonomia dos sexagenários e acima. Com base nisso são propostos cursos de atualização, capacitação, uso de novas tecnologias (computadores e celulares), aulas de diversas atividades físicas como Pilates, Dança, Tai Chi Chuan. Também são promovidos encontros, passeios e viagens.

Nossas atividades incluem palestras que propiciam o autoconhecimento e levantam a autoestima levando novas formas de olhar a vida. Realizamos também cursos de uso de smartphone (celulares), fotografia e curso de Redes Sociais que permitirão aos participantes uma bela ferramenta para a sua comunicação na vida cotidiana.

Mari Lêmos, idealizadora do 60 Move

Idosos nas redes sociais

“Chegamos aos cursos de uso de Smartphone e Redes Sociais por acharmos que neste século a base da comunicação é totalmente voltada para os aparelhos móveis. Como existem numerosos casos de fraudes e também de isolamento social, conectamos estas pessoas (idosos) a outras pessoas, ao seu banco, ao seu restaurante preferido, a sua família.” cita a empresária.

Segue a entrevista que a Mari Lêmos ofereceu ao Blogdocuidado.

Programa de treinamento físico para idosos

Acvida: Vamos falar agora sobre programas de treinamentos físicos, especificamente o Pilates, a dança e outras modalidades de movimento como citou. Como atrair aqueles que, muitas vezes, não enxergam os benefícios para o corpo, ou seja, não gostam de ginástica apesar de precisar dela?

Mari Lêmos: Gostando ou não, todos os idosos sabem que é uma necessidade imperativa o movimentar-se e sabem que para prolongar a vida de forma mais saudável e autônoma, deve-se cuidar do corpo. Nossa proposta é que primeiro tomem consciência e que depois possam aderir ao que mais gostam.

Os programas físicos trazem em si o combate a depressão, a melhora do tônus muscular, força e equilíbrio. São essas as abordagens que tratamos por considerarmos as mais importantes.

Psicologia positiva: quais os benefícios ao idoso? 

Mari Lêmos: A Psicologia Positiva é uma abordagem da psicologia baseada em estudos científicos focados nas potencialidades e qualidade humanas. Identifica e utiliza as condições e os processos que contribuem para o florescimento das pessoas para que tenham uma vida mais plena e feliz, com a oportunidade de mudar a sua perspectiva sobre a vida, focando no que realmente importa.

Fizemos questão de integrar a Psicologia Positiva ao 60 Move para o benefício de nossos idosos. 

Economia prateada

Acida: Agora vamos falar da “economia prateada”, ou seja, oportunidades de negócios voltados para a terceira idade. Quais são os ramos em que há maiores oportunidades e porquê?

Mari Lêmos: Há uma grande oportunidade para as empresas que desejam oferecer produtos e serviços diferenciados para a terceira idade. Na contramão desse fato está o mercado atual, com pouquíssimas opções para esse público e a falta de um olhar mais apurado das necessidades do idoso.

Qualidade de vida: idosos

Acvida: Gostaria de dar alguma dica para familiares e cuidadores de idosos dependentes?

Mari Lêmos: Para os cuidadores, a nossa sugestão é que sejam o diferencial na vida daquele assistido (paciente), coloque-se no lugar dele e faça o melhor possível, porque ali está o acumulado de uma vida de profundas experiências.

Para as famílias: sugiro que tenham muita paciência e empatia. Que o amor, carinho e respeito imperem na relação.

Site do projeto: 60move.com

Qualidade de vida aos idosos dependentes

Muitas vezes o excesso de cuidado prestado às pessoas idosas por seus familiares ou profissionais cuidadores acaba por excluir da vida desses idosos as atividades diárias as quais estão habituados. Esse tipo de atitude traz para o idoso um sentimento de impotência e de revolta, ou mesmo aproximam ele/a de uma depressão.

Excluir o idoso pelo fato de achar que ele não é capaz de realizar algumas atividades nem sempre traz benefícios. A preocupação maior que devemos ter com eles é de proporcionar segurança e qualidade de vida. Não nos deixar levar pelo excesso, que por vezes, tira o prazer de viver.

Qualidade de vida para idosos

A segunda iniciativa que apresentamos é o projeto VÔ VÓ MALHAR É NO PARQUE, academia ao ar livre para a terceira idade.

Qualidade de vida dos idosos

Criado em 2010 pelo professor de Educação Física Fernando Barreira, então proprietário de uma academia tradicional, surgiu da ideia de que o atendimento a idosos em academias fechadas nem sempre é bem recebida pelo próprio idoso.

A terceira idade muitas vezes tem resistência ao ambiente, pensado para pessoas mais jovens (isto muitas vezes dificulta a manutenção do treino).

Pense bem: que tipo de música toca-se em academias? E qual a idade média dos frequentadores? Para quem a decoração remete? Com quem os atendentes mais se identificam: os mais jovens ou os mais velhos?

Para que o projeto virasse realidade, foi necessária muita dedicação e trabalho, uma revitalização do espaço do parque, e principalmente ouvir os principais interessados: a turma da terceira idade. Mais detalhes nestes vídeos.

O perfil dos frequentadores é eclético. Há pessoas saudáveis, sem limitações físicas, há aqueles que fazem as aulas acompanhados por cuidadores, e há ainda outros que tem problemas relacionados à idade sem limitações severas.

“Não há nenhum tipo de restrição, desde que o aluno tenha um atestado médico liberando-o para as atividades.”

Professor Fernando Barreira.

A professora aposentada Edna Luiz Teodoro Bastos, diagnosticada com osteoporose, sentiu na pele a diferença. Começou a frequentar o grupo e teve uma grata surpresa.

Em 2 anos meu problema regrediu para um estágio anterior e o médico disse que isso foi possível mais pelos exercícios que pelos remédios. A academia faz bem ao corpo, o parque ao corpo e à mente. Se eu chego deprimida, saio mais leve e sorrindo.

Edna Luiz Teodoro Bastos, aposentada

As aulas são animadas, com muita atividade física e descontração, conversas e lembranças dos bons tempo e momentos que os alunos viveram (e vivem até hoje). Segundo o professor Fernando, o grupo cria uma corrente de amizade, companheirismo e ajuda mútua.

Quando alguém tem problemas, os alunos se importam e buscam ajudar, e nos momentos e notícias alegres (como o nascimento de um neto) isso é vivido e compartilhados por todos.

O  projeto organiza cafés da manhã a cada mês, e passeios a locais diferenciados como outros parques, hotéis-fazenda, clubes, espaços de equiterapia, e muito mais.

Fotos: academia ao ar livre para idosos (e demais momentos com a turma)

Passeios e viagens para idosos

Além disso, o professor Fernando já viajou com a “turminha” para: Guaibim – BA, Porto Seguro – BA, Guarajuba – BA, Natal – RN, Caldas Novas – GO, Pirenópolis – GO, Campos do Jordão – SP, Guarujá – SP, Gramado/Canela – RS, Aracajú – SE, e até ao Paraguai (sim, o pessoal da terceira idade também gosta de uma pechinchas).

“O Projeto procura dar vida, alegria, saúde, bem estar e capturar aquela criança que sempre está ali dentro,.”

Fernando Barreira, Educador Físico

Contatos do projeto VÔ VÓ MALHAR É NO PARQUE

Fernando Barreira, telefone (61) 98122-9665, WhatsApp (61) 99282-1608

Endereço eletrônico (site): vo-vo-malhar-no-parque.negocio.site

Endereço físico: Praça ATI do Parque Olhos D’Água (de frente à quadra SQN 214) na 414-413 Norte (Asa Norte, Brasília-DF) ou clique aqui para ser redirecionado para o mapa.

Mel de Abelhas: benefícios

Já pensou em produzir mel de abelhas aos 69 anos de idade? Pois foi exatamente o que o engenheiro aposentado Paulo Afonso fez. O hobby, que ele desenvolveu por mais de 35 anos, apenas agora virou negócio. O mel de abelhas e uma horta urbana que o senhor Paulo criou no meio de Brasília são nossa terceira iniciativa.

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Integração com a natureza

Desde 1985 Paulo é envolvido com apicultura, mas apenas agora criou seu próprio selo para comercialização do produto.

“Começou como um hobby, que evoluiu para algo que trouxesse mais saúde para minha família. Alguns amigos pediram que comercializasse, por fim virou negócio.”

Paulo Afonso, apicultor

mel de abelhas

Seus apiários já estiveram em variados locais, mas hoje se concentram em municípios do entorno do DF. Isto facilita manter o aposentado perto da família enquanto desenvolve uma atividade que o mantém fisicamente ativo e perto da natureza, algo que sempre buscou.

Durante muitos anos, o Sr. Paulo Afonso utilizou a produção artesanal apenas para consumo próprio e para venda aos amigos. Segundo ele, a qualidade atraiu as pessoas e aos poucos o número de interessados aumentou.

Além de desenvolver uma atividade produtiva, Paulo criou uma segunda fonte de renda e evita (indiretamente) que problemas comuns da idade o afetem, como a depressão.

Tenho um histórico de depressão na família, preciso me cuidar. Nunca tive problemas com isso mas sei que a ociosidade pode facilitar o aparecimento da doença. Não posso ficar parado.

Paulo Afonso, 69 anos

Mas o contato com as abelhas não foi suficiente para quem, como ele, é um amante da natureza. Paulo não conseguia ir até seus apiários todas as semanas, e quando não se pode ir até a montanha, a solução pode ser trazer a montanha até você.

Horta comunitária

Agora imaginem uma horta completa em plena cidade grande, construída e mantida pelos próprios moradores (a maioria acima dos 60 anos de idade) e que fornece não apenas verduras e legumes orgânicos, mas também interação e experiências entre a comunidade.

Pois Paulo foi além do mel e criou um espaço maravilhoso no quintal de casa.

A horta começou como uma proposta orgânica e se consolidou como um espaço social da comunidade.

Paulo Afonso, aposentado

O projeto foi construído com doações e dedicação dos moradores, esterco de fazendas do entorno do DF e até com madeira cedidas por obras (construções) próximas.

Confira mais detalhes:

Mel de abelhas benefícios – além da nutrição

O senhor é engenheiro, apicultor e agora criou esta horta maravilhosa. Sessenta e nove anos e não dá sinais de que pretende parar. De onde vem tanta energia?

Paulo: Olha, sempre na minha vida fiz tudo com muita dedicação e critério. Sou entusiasta e motivado por ciência, natureza e alimentação natural. Além disso, ficar parado não é uma opção para mim. Assim a horta veio de encontro com todos os princípios de vida nos quais eu me baseio.

Benefício da horta na terceira idade

O que a horta trouxe de benefício à comunidade da quadra, além da alimentação saudável?

Paulo: A horta trouxe um componente muito comentado pelas pessoas mais velhas e que vieram de outros estados do Brasil. Trouxe o encontro e a amizade das “esquinas” que não existem em Brasília.

Apicultura para idosos

Sobre a apicultura: desde quando o senhor produz mel? É afiliado à alguma associação de produtores?

Paulo: Sou apicultor desde 1985 e fui fundador da Associação Apícola de Brasília. Atualmente escrevo e publico artigos e posts na internet para grupos de amantes da apicultura.

Quais os benefícios ou restrições ao consumo de mel de abelhas? Mel em favo tem algum benefício adicional?

Paulo: O mel, por ser um alimento energético, deve ser consumido com moderação pelos diabéticos. Às demais pessoas (sem contraindicação médica) o mel só traz benefícios. É rico em enzimas e açúcares simples, sendo indicado para pronta reposição de energia para o corpo.

O mel no favo, além de ser chique, é uma forma de, ao mastiga-lo, propiciar uma boa massagem na gengiva, melhorando a circulação e portanto defendendo a boca contra doenças.

Pode nos falar um pouco sobre o mel? Todo mel cristaliza?

Paulo: Todo mel cristaliza por ser uma solução saturada, basta para isso que seja submetido à temperaturas mais baixas do que a temperatura da colmeia que é de 33 graus Celsius. Ainda aceleram o processo de cristalização a presença de grãos de pólen e de outros agentes como cera de abelhas.

Mel de abelhas: legítimo ou adulterado?

Sobre seu mel: onde é produzido? Quais critérios de higiene são utilizados para garantir a qualidade?

Paulo: Tenho apiários em Goiás e já tive no Piauí, onde se conseguem floradas de cipó uva, aroeira, flores silvestres e muitas outras. A retirada do mel se dá em ambiente higiênico, normalmente denominado casa do mel. As floradas naturais estão localizadas em áreas de reserva. As floradas cultivadas são as de eucaliptos, girassol , trigo sarraceno, nabo forrageiro e laranjeiras.

Como descobrir se o mel é legítimo ou adulterado?

Paulo: Apenas através de análise laboratorial. A melhor forma de evitar fraudes é adquirir mel de apicultores reconhecidos.

Aproveito para alertar que mel processado (muito comum em supermercados) pode ser na verdade um “blend” (mistura) de méis de varias origens, além de ser micro-filtrado e muitas vezes pasteurizado (o que o faz perder muitas de suas propriedades benéficas). O bom mel deve ser aquele que foi centrifugado e decantado in natura.

A mãe do senhor viveu além dos 100 anos. O que o senhor espera estar fazendo se atingir essa idade?

Paulo: Tudo que minha querida mãe fazia: alimentar-me bem, tomar cervejas e vinhos com moderação, ter muitos amigos e me ocupar com coisas boas. Também pretendo fazer muitas viagens com minha família.

Por fim, que dicas poderia oferecer às pessoas de sua idade que estão desanimadas e menos dispostas?

Paulo: Recomendo uma alimentação natural, boas amizades, consumo de mel (risos) e exercícios físicos regulares.

Fotos da horta comunitária na quadra 311 Norte (Brasília-DF)

Para quem se interessar pelos segredos da horta urbana ou quiser conhecer o mel do senhor Paulo, seguem seus contatos abaixo:

Paulo Afonso, WhatsApp (61) 99576-0440, e-mail (clique para enviar)

Endereço físico: Quadra SQN 311 em frente ao bloco E (Asa Norte, Brasília-DF)

Qualidade de vida dos idosos no Brasil

Manter a qualidade de vida dos idosos depende de todos. Iniciativas como as apresentadas, práticas e acessíveis, são bons exemplos disso. Esperamos que possam inspirar a terceira idade a se movimentar e também outras faixas etárias a colaborar.

O que cada um pode fazer para ajudar o idoso?

Gostou do programa de exercícios ao ar livre do professor Fernando (VÔ VÓ MALHAR É NO PARQUE)? Porque não conversa com o administrador do parque próximo à sua casa e fala sobre como trazer isso para sua vizinhança?

Não sabe como fazer uma horta comunitária? O Sr. Paulo Afonso apresentou um projeto de lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal para expandir o projeto para outros lugares de Brasília. Converse com ele e saiba como levar também para a sua cidade.

Como garantir a qualidade de vida para idosos no Brasil?

Meu avô dizia que a única maneira de não ficar velho é morrendo novo. Embora seja verdade, eu diria mais: velhice e juventude são estados de espírito!

Adriano Colodette Machado
Adriano Colodette Machado
Fundei a Acvida em 2012 após uma necessidade familiar. Por mais de doze anos, minha avó paterna, Dona Benedita, precisou de acompanhamento por cuidadores. Nossa família encontrou todo tipo de dificuldade para atendê-la: pequenos furtos, profissionais pouco qualificados, até maus tratos. Não foi fácil. Mas contornamos os problemas e conseguimos oferecer a ela todo o carinho e conforto que merecia. Percebi uma demanda reprimida por serviços profissionalizados, e com minha experiência em negócios (desde 2003) criei a Acvida. No Blogdocuidado vou compartilhar essa bagagem com nossos leitores. Espero que gostem ;-)

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