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O que é ser idoso

O que é ser idoso

O idoso varia suas demandas de acordo com sua idade, condição de saúde e grau de alimentação. Veja neste artigo porquê é importante o auxílio, o cuidado, e saiba mais o que é ser idoso.

Serão abordados os diferentes grupos de pessoas que necessitam do auxílio de um cuidador profissional. Suas demandas variam de acordo com sua idade, condição de saúde e grau de limitação.

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O idoso dependente é o sujeito que recebe integral ou parcialmente os cuidados de outra pessoa. O principal objetivo dessa assistência é a manutenção das atividades diárias importantes para a vida.

Exemplos de outros perfis de pessoas que podem precisar de cuidadores: um bebê, alguém que passou por uma cirurgia, um portador de necessidades especiais (PNE) ou pessoa com deficiência (PCD).

Necessidades de cuidado: O que é ser idoso?

Sua situação física e mental deve ser bem esclarecida ao seu cuidador, assim como as demanda de cuidados conforme as dependências. As principais condições que levam a necessidade de um cuidador são:

Bebês e crianças

São assistidos que embora conservem dependência de cuidados, são saudáveis e estão no curso natural de desenvolvimento. O cuidador nesse contexto exerce o mesmo papel que a babá. Entretanto esperamos que um cuidador seja mais capacitado para prevenção de doenças e riscos, e saiba como proceder no caso de emergências.

Uma criança saudável demanda cuidados basicamente de alimentação, higiene e atividades de entretenimento que estimulem o desenvolvimento motor e cognitivo.

O cuidador de uma criança ou bebê deve ficar atento aos sinais de perigo, início de infecções, respeitar as condições climáticas para adequar o vestuário, ter noções de preparo de alimentos e higienização dos utensílios, cuidar das roupas do bebê e das roupas de cama, organizar e limpar as dependências (quarto e banheiro).

Realizar a higiene com técnica adequada para o banho, trocas de fraldas e higiene oral. Mesmo em condições normais de saúde, a primeira infância demanda uma agenda de consultas e calendários de vacinações que devem ser seguidos à risca.

A programação da rotina deve contemplar, além dos cuidados referidos acima, os horários de passeios, banhos de sol, sono e sestas, atividades de lazer e estimulação. A programação das atividades de estimulação para a criança vai desde brincadeiras, histórias infantis, músicas e programas de TV apropriados à faixa etária até um simples diálogo para estimular o vocabulário.

Perceber se o desenvolvimento está de acordo com o esperado para cada fase da infância, em especial nos primeiros dois anos de vida, é uma responsabilidade dos pais e de quem cuida e deve ser reportado ao profissional de saúde durante as consultas.

A caderneta de vacinação da criança tem informações valiosas sobre o que se espera de cada etapa do desenvolvimento infantil, além dos calendários de vacinas e consultas.

Portadores de necessidades especiais

Podem ser adultos ou crianças, com ou sem déficit mental. As principais condições de saúde que levam pessoas a se tornarem portadores de necessidades especiais são traumas medulares, paralisias cerebrais, processos demenciais e degenerativos, acidentes vasculares e algumas síndromes.

As limitações também variam de portador para portador e dependendo de sua condição primária.

As necessidades a serem supridas pelo cuidador são principalmente de mobilidade para os cuidados básicos. Para isso, o cuidador deve ter capacitação e experiência para executar as transferências com segurança tanto para o assistido como para si próprio. O manejo da cadeira de rodas ou de banho é essencial.

As cadeiras têm capacidades de peso e largura de assento específico e são fabricadas de diversos tipos de material (aço, alumínio). Elas podem ser dobráveis, com partes destacáveis e regulagem dos pedais. São utilizadas no transporte dentro e fora da residência, tendo uso frequente ou parcial no dia a dia.

Outros equipamentos também podem ser usados, complementando ou substituindo a cadeira de rodas para locomoção, como andadores, muletas e bengalas.

Uma rotina para portadores de necessidades especiais deve conter momentos para aliviar a pressão da região dorsal, principalmente ao longo do dia, seja no leito ou na cadeira, mudando o decúbito ou o local de assento.

Podem ser utilizados colchões e estofado para cadeira de rodas de material “casca de ovo”, que auxilia na ativação da circulação local. Exercícios passivos e de alongamento com orientação do fisioterapeuta são recomendados para evitar e retardar a evolução de contraturas dos membros.

Mesmo com o uso de fraldas, recomenda-se reservar um horário, de preferência antes do banho, para tentativa de evacuação no vaso sanitário. Pensando nas limitações do assistido e respeitada a estimulação de sua independência, o preparo e administração da dieta devem ser executados pelo cuidador.

A administração da dieta pode ser totalmente ofertada pelo cuidador, com ajuda ou apenas supervisão quando houver independência para tal. Mesmo que a participação do assistido seja ínfima, esta deve ser sempre estimulada para proporcionar autonomia da pessoa em seus próprios cuidados.

Gestantes e puérperas

Uma gestação saudável geralmente não requer grandes demandas por parte de um cuidador. Entretanto, em situações de risco durante a gravidez, quando a mulher precisa ficar de repouso, o apoio de um profissional para cuidados essenciais pode ser bem precioso.

Tais cuidados são importantes nos momentos que demandam mais gasto de energia, como banho, preparo de refeições e demais demandas domésticas que a gestante esteja impossibilitada de desenvolver.

As puérperas naturalmente necessitam de auxílio nos primeiros dias após o parto, principalmente for uma cesariana. As demandas da mulher não são tão grandes, mas o que será mais necessário é o cuidado com o bebê na impossibilidade ou limitação da mãe para essa atividade.

O auxílio para a amamentação, prevenção e controle de ferimentos nas mamas (mastites, infecções no mamilo), pega correta do seio materno pelo bebê, higiene nos pontos da ferida operatória, e cuidados básicos com o bebê (troca de fraldas, banho, transporte para o colo da mãe para amamentação, cuidados com o coto umbilical) são as principais atribuições do cuidador no período puerperal.

Deixar a mãe tranquila e segura de que seu filho está sendo bem cuidado é uma grande ajuda para os períodos de descanso, que são importantes para a mulher entre as mamadas.

Traumas e procedimentos operatórios

Normalmente exigem cuidados devido a uma limitação temporária de curta ou média duração. Fraturas reduzem a possibilidade de mobilidade até o restabelecimento ósseo. Cirurgias, de modo geral, indicam necessidade de repouso e, consequentemente, criam limitações para as atividades diárias.

Os cuidados serão influenciados por essas limitações, ou seja, o cuidador atuará naquelas atividades restritas ao assistido, que geralmente se assemelham às demandas de portadores de necessidades especiais.

Nesse período pode haver também a necessidade de uso de equipamentos para auxiliar na locomoção e transporte do assistido como cadeiras de rodas e banho, muletas, bengalas e andadores.

Além dos cuidados relacionados à mobilidade, a ferida operatória deve ter uma atenção especial, pois constitui uma injúria na pele, barreira natural de segurança, e expõe o contato de órgãos internos com o meio exterior. O risco de complicações existe, mas pode ser minimizado com o cuidado adequado na inserção dos pontos.

Na maioria dos casos, apenas manter o local limpo e seco é o suficiente. Sugere-se lavar a ferida operatória com água e sabão, e secar com uma toalha limpa. Em algumas situações, o médico também pode solicitar o uso de álcool 70%.

De maneira geral, curativos simples podem ser realizados por qualquer pessoa, incluindo o assistido, se estiver em condições para isso. Para casos mais complicados, a indicação de um profissional de enfermagem pode ser necessária.

  • Dica Acvida: os cuidados com a higiene corporal devem sempre ser estimulados mesmo que o idoso resista

Demências e senilidades

Síndromes demenciais são condições que têm um grupo de características semelhantes, como comprometimento da memória, alteração de comportamento e a perda de controle para atividades diárias habituais, como se higienizar, se alimentar, se vestir, fazer compras e etc. São responsáveis pela grande maioria das demandas de cuidadores e acometem idosos.

A Doença de Alzheimer é responsável pela maior parte das demências em idosos. Nessa doença, e também em outras demências, o idoso vai desaprendendo a se cuidar e por isso precisa de ajuda de outra pessoa para manter ativas as funções que suprem as necessidades fisiológicas.

Idosos com senilidade, mas sem uma demência associada, sofrem de leves déficits de memória, visão e audição. Ou seja, é próprio da velhice apresentar algum grau de comprometimento neurológico sem que isso represente algo que precise ser tratado com medicamentos.

Com o passar dos anos, as limitações vão se instalando e o idoso não consegue mais cuidar de si. É certo que existem exceções e podemos encontrar pessoas com idade bem avançada com uma disposição e autonomia admiráveis e que ainda vivem sozinhos, mas, de modo geral, idosos precisam de alguma atenção e até mesmo de supervisão.

Não é raro que a família de um idoso que conserva lucidez, autonomia e independência contrate um acompanhante para que todos fiquem mais seguros e tranquilos com o apoio profissional, para ao menos o supervisionar e manter os familiares informados sobre a saúde de seu ente querido.

Idosos com demências e senilidades precisam de auxílio para todas as atividades que não podem mais realizar, apoio para aquelas que conseguem realizar parcialmente e estímulo para manter as funções bem desenvolvidas.

A alimentação deve ser nutritiva, porém sem excessos (sal, açúcar, gordura), e a hidratação deve ser constantemente estimulada. Atividades ocupacionais, físicas e de lazer dão prazer, ajudam a manter um ritmo ativo, promovem a sociabilidade e previnem a depressão e as incapacidades.

O cuidado com os medicamentos é muito importante, pois podemos controlar e prevenir complicações severas com o uso racional dos remédios. Há idosos que usam tantas medicações que precisam de outras mais só para controlar os desconfortos que as primeiras trazem. Outros idosos podem nem sequer tomar remédios.

O sono muda de frequência e intensidade com a idade, por isso é recomendado que idosos mantenham atividades durante o dia para gastar energia, de modo que a noite haja um aproveitamento melhor do sono. Evitar sestas longas também pode ajudar a conservar o sono noturno. Entretanto, o médico deve ser alertado caso o idoso, mesmo com todos esses cuidados, não consiga dormir o suficiente para um descanso adequado.

Observar as eliminações para constatar se o corpo está funcionando como deveria e se não há alterações comprometedoras. A urina pode indicar o nível de hidratação e sinais de infecção. Idosos muitas vezes não apresentam sinais clássicos de infecção urinária, mas ficam indispostos e a redução da lucidez também atrapalha o reconhecimento do quadro clínico.

As evacuações devem ser avaliadas quanto à frequência, consistência (ressecadas, diarreicas ou pastosas), cor e possíveis alterações (sangramentos, parasitas). O funcionamento intestinal pode indicar hidratação insuficiente e dieta pobre em fibras por causa da presença de fezes ressecadas ou constipação. As fezes ainda podem evidenciar uma intolerância a algum alimento ou medicamento (diarreia).

A higiene pode ficar prejudicada no caso de alguns idosos. Isso acontece por diversos fatores, como frio, memória prejudicada, insegurança, vergonha do cuidador, recato, depressão, experiências ruins com banho (quedas, queimaduras, água fria). A higiene deve ser sempre estimulada, mesmo que o idoso resista, assim como sua participação no ato de higienizar-se e banhar-se.

Pacientes oncológicos e sob tratamento paliativo

Nem todo paciente oncológico evolui para a fase dependente de cuidados. A necessidade de cuidados de um assistido com câncer depende do grau de limitação que a doença e o tratamento demandam, além da extensão de comprometimento do quadro.

O principal objetivo dos cuidados a um assistido oncológico em fase avançada é a promoção do conforto, alívio da dor, nutrição e hidratação adequadas. O controle medicamentoso deve ser rigoroso. A depressão da imunidade aumenta o risco para infecções, por isso os cuidados com higiene global (ambiente, vestuário, corporal, oral e alimentar) são fundamentais, assim como o rigor nas técnicas de administração de medicamentos.

Punções venosas, alimentação e ferimentos de quaisquer tipos podem se tornar meios de contaminação e, consequentemente, desenvolver infecções. O cuidador deve estar sempre atento para indícios de febre, desidratação e desnutrição, pois todos esses eventos debilitam ainda mais o assistido.

Em fase paliativa de tratamento, ou seja, quando se esgotam as possibilidades terapêuticas de um quadro de câncer, todos os cuidados devem ser mantidos, em especial o controle de dor. A caquexia pode estar associada e, nesse caso, a proteção das proeminências ósseas, que ficam acentuadas com a perda extrema de peso, é indicada para reduzir o risco de úlceras de pressão.

A decisão familiar sobre a manutenção ou não do suporte a vida do assistido deve ser participada ao cuidador. No caso de parada cardíaca e/ou respiratória, o cuidador precisa saber o que deve ser feito: acionar a emergência médica ou apenas comunicar os parentes.

O cuidador deve estar preparado para a morte ao lidar com paciente oncológico em fase terminal, pois a família demandará apoio no momento do óbito e seu cuidado para com os familiares será precioso.

Acompanhantes residenciais e hospitalares

No hospital, os cuidados em geral são para complemento da assistência já dispensada na instituição. De modo geral, no hospital, a equipe de enfermagem é responsável pela administração de medicamentos, higiene, curativos, aferição dos sinais vitais.

Cabe então ao cuidador auxiliar nas refeições, reportar aos profissionais em caso de queixas e intercorrências, ser o elo entre a família e a equipe de saúde, repassando informações relevantes sobre o assistido.

Complicações de doenças podem trazer limitações de atividades, principalmente se comprometerem órgãos vitais como coração e pulmões. Pessoas vítimas de infarto, que apresentam insuficiência cardíaca severa ou enfisema pulmonar necessitam de auxílio para desenvolverem suas atividades diárias em alguma medida.

Os assistidos que não possuem ainda dependências físicas, mas por algum motivo não podem ficar desacompanhados na residência, demandam a necessidade de um cuidador para supervisão das atividades diárias, prevenir riscos e tornar a rotina tão produtiva e adequada quanto possível.

Nesse caso, o cuidador precisa acompanhar a qualidade da dieta, monitorar o banho, ter vigilância sobre o uso correto das medicações, controlar o estoque de medicamentos e materiais de uso pessoal, organizar e limpar os aposentos, acompanhar consultas, exames, passeios e qualquer atividade externa e estar sempre disponível em caso de ser solicitado.

  • Dica Acvida: pessoas usuárias de cadeiras de rodas precisam de cuidadores que tenham experiência para auxiliarem seus cuidados com habilidade e segurança
Editorial Acvida
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O Editorial da Acvida Cuidadores é feito por nossa equipe de conteúdo, que inclui especialistas em cuidados paliativos, em administração de equipes de cuidadores e jornalistas. Seu objetivo é trazer informações relevantes a todos os envolvidos no trato das pessoas incapacitadas de realizar o autocuidado. Reuniremos artigos médicos e científicos, publicações jornalísticas relevantes, recomendações e entrevistas com especialistas, relatos de pessoas que passaram pela experiência de cuidar de um ente querido, enfim, tudo o que possa ajudar nossos leitores a trazer qualidade de vida para idosos, familiares e cuidadores.

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