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Cuidados paliativos a idosos: o que são? Como um cuidador pode oferecer cuidados paliativos?

cuidados paliativos

Você sabe o que são cuidados paliativos? Sabe o que demanda um idoso ou qualquer pessoa incapacitada de realizar o autocuidado? Pois aprenda neste post e confira estas dicas incríveis sobre como melhorar a qualidade de vida de quem você ama.

Sou Adriano Machado, fundador da Acvida Cuidadores e Profissionais Domésticos. Uma das primeiras perguntas que ouço, ao conversar com pessoas que nos procuram, interessadas em serviços de cuidadores, é: o que faz um cuidador?

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O cuidador de idosos é um profissional de saúde?

Minha resposta: o cuidador é responsável por oferecer cuidados paliativos à pessoa assistida. Mas o que são cuidados paliativos? Para responder a esta, vou recorrer a algumas fontes confiáveis.

O que são os cuidados paliativos

Ministério da Saúde (MS):

Os cuidados paliativos são tomados a partir do diagnóstico de uma enfermidade, visando a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares. Por exemplo, um paciente que foi diagnosticado com câncer com metástase em vários lugares do corpo, ele pode receber o cuidado junto à sua família, para que tenha uma condição de conforto até o final da sua vida.

Entre os cuidados estão apoio psicológico e medicamentos para aliviar dores que ele tenha. Outras doenças além do câncer, como doenças neurodegenerativas como as demências (Alzheimer, Parkinson) também podem receber o cuidado.”

Fonte: Ministério da Saúde

Dráuzio Varella (entrevistas com):

Os cuidados paliativos foram definidos pela Organização Mundial de Saúde em 1990, e recomendados para todos os países como parte da assistência integral ao ser humano. Consistem numa modalidade de assistência que cuida de doentes crônicos, cuja enfermidade está em progressão e ameaça a continuidade da vida.

O especialista em cuidados paliativos trata do doente e não mais de sua doença. Trata como? Olhando suas necessidades e sintomas não só do ponto de vista físico, mas também do ponto de vista emocional, social e espiritual.

Estende, ainda, o olhar sobre a família e o cuidador durante o tratamento e presta-lhes assistência depois da morte, no período de luto.”

Fonte: Drauzio Varella

Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia:

É preciso desmistificar a ideia que, cuidados paliativos só devem ser empregados quando não há mais possibilidade de tratamento e o paciente estiver em condição de terminalidade. Seu principal conceito é promover a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares por meio de prevenção e alívio do sofrimento.

Seus princípios são:

1 Promover o alívio da dor e de outros sintomas;

2 Afirmar a vida e considerar a morte como um processo natural;

3 Não acelerar nem adiar a morte;

4 Integrar os aspectos psicológicos e espirituais no cuidado ao paciente;

5 Oferecer um sistema de suporte que possibilite ao paciente viver tão ativamente quanto possível, até o momento da sua morte;

6 Oferecer sistema de suporte para auxiliar os familiares durante a doença do paciente e a enfrentar o luto;

7 Promover a abordagem multiprofissional para focar nas necessidades dos pacientes e de seus familiares, incluindo acompanhamento no luto;

8 Melhorar a qualidade de vida e influenciar positivamente o curso de vida;

9 Ser iniciado o mais precocemente possível, juntamente com outras medidas de prolongamento da vida, como a quimioterapia e a radioterapia, e incluir todas as investigações necessárias para melhor compreender e controlar situações clínicas estressantes.

Fonte: Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia

Academia Nacional de Cuidados Paliativos:

“Proteger: esse é o significado de paliar, derivado do latim pallium, termo que nomeia o manto que os cavaleiros usavam para se proteger das tempestades pelos caminhos que percorriam.

Proteger alguém é uma forma de cuidado, tendo como objetivo amenizar a dor e o sofrimento, sejam eles de origem física, psicológica, social ou espiritual. Por esse motivo, quando ouvir que você ou alguém que conhece é elegível a cuidados paliativos, não há o que temer.

Receber cuidados paliativos não significa que não haja mais nada a fazer por você ou pela pessoa que você ama. Isso simplesmente indica que o diagnóstico é de uma doença crônica grave, que ameaça a vida, e que uma equipe, juntamente com os profissionais especialistas na enfermidade, irá cuidar de quem está doente e daqueles que o cercam. Ou seja, ‘há muito a fazer’ pelo paciente.

Fonte: Academia Nacional de Cuidados Paliativos

Ministério do Trabalho e Emprego (MTE):

As atividades do profissional cuidador referem-se a procedimentos não invasivos de acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações – CBO – código 5162-10: “Cuidador de idosos – Acompanhante de idosos, Cuidador de pessoas idosas e dependentes, Cuidador de idosos domiciliar, Cuidador de idosos institucional, Gero-sitter. Descrição sumária: Cuidam de idosos, a partir de objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida”.

Fonte: extinto MTE

Aqui na Acvida temos nossa própria definição da função do cuidador: fazer pela pessoa assistida, o que ela mesma faria por si, em termos do autocuidado, não fossem as limitações inerentes à sua condição.

Em outras palavras, oferecer cuidados paliativos de qualidade, fazendo valer nosso lema de trazer “conforto e segurança” para a família. Essa experiência nasceu de uma necessidade familiar e se tornou um negócio que se baseia na satisfação da pessoa assistida, dos familiares envolvidos e do próprio cuidador.

Camila Izabela de Oliveira
Camila Izabela de Oliveira
Formada em Enfermagem e Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília (UnB), tem diversos cursos de especialização em atenção primária e gerontologia. O foco de seu trabalho é na qualidade dos cuidados paliativos e na formação de profissionais cuidadores. Criou um dos primeiros cursos de formação de cuidadores do Brasil com mais de 100 horas/aula, sendo destas mais de 40 ofertadas em estágio supervisionado ou aulas práticas. Também é enfermeira titular da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), onde desenvolve atividades de acompanhamento e suporte à famílias com crianças especiais.

3 Comments

  1. claudia disse:

    gosto muito de sua dicas,sempre repasso

  2. felipe disse:

    Em plena pandemia meu desejo de mudar vem no sentido de entender minha vocação de cuidar . Como eu começo ?

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