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Lar do idoso

Lar do idoso

O lar do idoso (sua residência) pode ser adaptado conforme as necessidades da terceira idade. O cuidador deve ter ainda mais cuidado ao oferecer auxílio se o ambiente oferecer riscos à integridade do idoso.

O ambiente onde se insere o trabalho do cuidador profissional é ao mesmo tempo um reduto de tranquilidade e comunhão familiar. Ele deve estar adequado às limitações dos assistidos e apresentar condições de trabalho ao cuidador. Este post tem o objetivo de descrever as características ideais de um domicílio que abriga pessoas dependentes de algum grau de cuidado

Domicilio do idoso

O domicílio é o local de residência do idoso e da sua família. Entretanto, alguns idosos moram em locais distintos de suas famílias e, nesse caso, o papel do cuidador é ainda mais importante. O cuidador deve, além de ter dedicação ao idoso, governar a casa e encarregar-se para que todas as demandas de conforto, segurança e saúde sejam atendidas.

Nesse caso, normalmente algum familiar providencia os suprimentos demandados pelas necessidades do ente querido, ou até os próprios idosos, quando em condições de administrar a sua própria vida financeira, o fazem. No entanto, o que geralmente encontramos são idosos que residem com algum membro da família, sendo a residência de propriedade do assistido ou do familiar.

O ambiente do idoso

O ambiente doméstico é um cenário informal de descanso e lazer para quem reside, mas ao mesmo tempo trata-se do local de trabalho para o funcionário responsável pelos cuidados. Geralmente, é nele que o idoso passa a maior parte do seu dia e, por isso, todos os seus espaços devem estar compatíveis com as suas necessidades e preferências.

O cuidador deve respeitar e estimular o zelo e a estima ao espaço, móveis e objetos da casa do assistido. Cada cômodo e cada objeto guardam recordações de vivências, situações especiais e das relações familiares do dono da casa. Preservar as memórias e a disposição dos móveis na residência conforme a preferência do assistido é uma atitude de respeito com sua trajetória de vida pessoal. A casa deve ser mantida o mais familiar possível, mesmo em uma situação onde a lucidez encontra-se fragilizada ou as capacidades físicas debilitadas.

Não é responsabilidade do cuidador modificar o ambiente de circulação do assistido, pois se trata de uma obrigação dos familiares

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Adaptação para o lar do idosos

Compor o mobiliário da casa com artefatos médicos hospitalares não é uma tarefa agradável. Mesmo quando forem necessárias, as mudanças devem ser efetuadas com muita cautela. Imagine o quão difícil é separar um casal de idosos que sempre dormiu na mesma cama, mas que agora um deles precisa ser acomodado em um leito hospitalar para melhorar as condições de seus cuidados.

Entretanto, em algumas circunstâncias as mudanças são realmente necessárias. Apesar da insatisfação, o bom senso deve prevalecer quando os benefícios superarem as inconveniências. A aquisição de mobiliário e equipamentos adequados ao domicílio tem o objetivo de proporcionar conforto e segurança ao idoso e melhorar as condições de trabalho de quem cuida.

ALERTA NA INSTALAÇÃO DE DISPOSITIVOS ANTI-QUEDA EM BANHEIROS

Por falar em segurança e prevenção de quedas, trago um alerta aos familiares. Os idosos, devido à condição de senilidade, apresentam fraqueza muscular e perda de equilíbrio, o que aumenta muito o risco de quedas. Vejam o acontecimento que tivemos conhecimento na última semana:

Uma família em Brasília fez uma adaptação no banheiro, com uso de barras, visando gerar um ambiente mais seguro para um idoso de 92 anos. Sem nenhuma orientação profissional, comprou em uma loja este equipamento da foto, que é preso somente na tampa do vaso sanitário.

Cuidado com quedas do idoso no banheiro

O idoso, ao se levantar após a utilização, se desequilibrou ao apoiar na barra que não possuia uma fixação adequada. O equipamento quebrou a tampa do sanitário e o idoso acabou caindo, batendo com a cabeça e fraturando o úmero (osso do ombro).

Vejam que situação impensável: o produto que deveria gerar segurança e evitar quedas acabou provocando uma. Havia ainda o risco de quebrar o sanitário e provocar outras lesões ainda mais graves ao usuário, o que por sorte não ocorreu.

Sempre que houver a necessidade de adaptar um ambiente, peça orientação a um profissional. A seguir, coloco algumas sugestões, em caráter geral, para promover um ambiente mais confortável e seguro.

5 dicas para adaptação do banheiro do idoso

  1. Instalar barras fixas (por parafusos) próximo ao vaso sanitário e chuveiro com altura entre 1,10 a 1,30 metros de altura;
  2. Instalar elevação fixa no sanitário 10 centímetros acima da altura padrão;
  3. Usar tapetes antiderrapantes, de preferência com cor diferentes do piso e das louças do banheiro, para melhor visualização. No chuveiro, utilize preferencialmente modelos com ventosas;
  4. Deixar a abertura do box com 80 cm de largura na área do chuveiro e também na saída. Considere retirar o box se isto não puder ser feito;
  5. Utilizar assento para banho com banco dobrável, hastes metálicas e borracha para fixar no piso. Ou uma cadeira de banho.

Segurança do idoso

Tratando-se de cuidados adequados, a segurança deve ser prioridade. Avaliar o espaço onde o idoso habita e circula é a primeira providência ao se planejar um ambiente adaptado às novas condições. Quando a locomoção está prejudicada, o melhor a fazer é excluir todos os obstáculos na casa. De modo geral, alguns itens prejudicam a segurança na residência, como:

  • Tapetes;
  • Pisos escorregadios ou molhados;
  • Desníveis no solo ou degraus de um cômodo para outro;
  • Excessos de móveis ou objetos espalhados que dificultam a circulação pela casa (mesinhas de centro, aparadores, vasos, brinquedos);
  • Largura das portas dos cômodos de maior acesso pelo assistido, que dificultam a passagem de cadeiras de rodas;
  • Presença de escada como meio de acesso para as dependências do assistido;
  • Banheiros e/ou boxes que não comportam a entrada de uma cadeira de banho;
  • Leitos sem grades de proteção;
  • Iluminação inadequada;
  • Presença de animais domésticos que transitam livremente pela casa;
  • Objetos pequenos que podem ser ingeridos ou colocados em orifícios por crianças ou idosos senis.
  • Uso de rampas;
  • Assentos elevados de vasos sanitários;
  • Barras de proteção em banheiros e corrimões em escadas;
  • Uso de tapetes antiderrapantes em banheiros;
  • Uso de protetores nas quinas de móveis;
  • Vigilância na cozinha: forno e fogão em uso, objetos cortantes;
  • Manter os espaços de circulação nos cômodos livres;
  • Manter boa iluminação.

Para saber mais sobre cuidadores e seus empregadores, conheça a Associação Brasileira dos Empregadores de Cuidadores de Idosos: Abeci.

Editorial Acvida
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O Editorial da Acvida Cuidadores é feito por nossa equipe de conteúdo, que inclui especialistas em cuidados paliativos, em administração de equipes de cuidadores e jornalistas. Seu objetivo é trazer informações relevantes a todos os envolvidos no trato das pessoas incapacitadas de realizar o autocuidado. Reuniremos artigos médicos e científicos, publicações jornalísticas relevantes, recomendações e entrevistas com especialistas, relatos de pessoas que passaram pela experiência de cuidar de um ente querido, enfim, tudo o que possa ajudar nossos leitores a trazer qualidade de vida para idosos, familiares e cuidadores.

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