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Depressão em idosos: doença comum mas nunca normal

Depressão em idosos

A depressão em idosos é uma doença muito comum. Entretanto, a maioria das pessoas ainda não entende de que forma impacta a vida na terceira idade.

O fato é que essa doença mental nem sempre é reconhecida precocemente e tratada da forma correta, e por este motivo é essencial termos informações a respeito para melhorarmos a qualidade de vida dos nossos idosos.

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O que é depressão na terceira idade? 

A depressão é doença psiquiátrica persistente (crônica) cujos sintomas principais são a tristeza profunda, perda de interesse generalizada, ânimo fraco ou inexistente e oscilações severas de humor. Pode ser confundida com ansiedade, demência, bem como levar a pensamentos de autoextermínio (suicídio).

Diferença entre tristeza e depressão

A depressão em idosos não se confunde com uma simples melancolia (tristeza) passageira: a depressão tende a evoluir e limitar o paciente mesmo nas mais simples atividades de vida diárias. Assim, é essencial diagnosticar a doença e iniciar acompanhamento médico o mais breve possível.

A depressão em idosos é bem mais comum do que imaginamos. Na verdade, os idosos são um grupo bastante suscetível à depressão, acabando por serem mais vulneráveis por uma série de fatores. A depressão é a doença mental que mais atinge a terceira idade.

Estima-se que até 15% dos idosos que vivem com as famílias acabam apresentando sintomas de depressão, sendo que quando falamos de idosos que já estão em casas de repouso ou asilos, esse número aumenta para 30%. 

No caso de idosos internados por outros problemas de saúde, essa porcentagem aumenta para 50%, sendo que boa parte dos idosos nessa condição, manifestam ou agravam os sintomas depressivos.

São percentuais muito altos, principalmente em uma fase tão difícil e delicada da vida. Cuidadores e familiares devem estar atentos para reconhecer os sinais precocemente.

Quais as causas da depressão no idoso?

Entre as maiores causas da depressão em idosos, podemos destacar: 

  • Condições médicas tais como: demência, infarto ou ainda Parkinson;
  • Quando há mudanças de papéis sociais: quando o idoso não pode mais desempenhar um cargo, ou se aposenta, o mesmo começa a se sentir “inútil”, invisível socialmente, principalmente se fica em casa sem ter nenhuma atividade;
  • Quando o idoso faz uso de medicamentos para tratamento de hipertensão;
  • Quando há ausência ou diminuição de atividades físicas ou sociais;
  • O idoso que passou por várias perdas de seus companheiros, ou de laços afetivos, tende a ter depressão com maior frequência;
  • Uma pessoa acometida por um episódio de depressão tem cerca de 50% de chance de ter um segundo episódio. No caso de dois episódios, a chance de ter um terceiro é de mais de 75%;

Como prevenir a depressão na terceira idade? 

Diversos estudos realizados mostram que atividades sociais podem contribuir e muito para prevenção da depressão em idosos. Dentre as atividades podemos citar:

  • Físicas;
  • Lazer;
  • Práticas religiosas;
  • Serviços voluntários;

Todas essas atividades podem contribuir para evitar sintomas de depressão em idosos, principalmente aqueles mais vulneráveis, que já estão há muitos anos aposentados e com hábitos mais ociosos.

Na maioria das vezes, o idoso acaba encarando a terceira idade com melancolia e desesperança, como se não houvesse nada a se esperar além do fim de sua vida. Essa ideia resulta, muitas vezes, do fato de não desempenhar mais os mesmos papeis na sociedade como anteriormente, causando a sensação de inutilidade ou de finitude.

Quais são os sintomas de depressão em idosos? 

  • Tristeza permanente;
  • Sensação total de vazio;
  • Pouco prazer em atividades que para nós anteriormente eram prazerosas;
  • Mudanças no sono;
  • Mudanças no apetite onde a pessoa ou come muito ou não come nada;
  • Perda ou ganho de peso em excesso;
  • Pensamento lento ou ainda dificuldade em raciocinar;
  • Sensações de culpa, ansiedade e até mesmo luto sem motivos;
  • Pensamentos de que seria melhor morrer do que estar vivo;

A falta de memória também pode ser um forte sinal de depressão, e em fase inicial pode ser confundida com demência. Quando percebemos que vários desses sintomas aparecem ao mesmo tempo, ao longo de pelo menos duas semanas, podemos estar diante de um caso de depressão. 

Como tratar um idoso com depressão? 

As maneiras de tratar idosos com depressão são bem similares às formas já utilizadas para tratar a depressão na idade adulta. Nosso papel, enquanto cuidadores e familiares, é garantir que a vida dessa pessoa seja de qualidade, plena, e que possua maior engajamento em seus interesses.

Como lidar com a depressão no idoso?

É importante saber que o idoso depressivo deve ser devidamente acolhido por amigos e familiares. Depressão não é frescura, como pensa muita gente, mas uma doença grave. 

Para os idosos que possuem vigor físico e não sofrem com doenças incapacitantes, buscar por atividades físicas (aulas de dança, ginástica, hidroginástica, e até mesmo uma caminhada) é uma ótima opção para evitar (e até tratar) a depressão. 

Se o idoso sofre com um comprometimento físico incapacitante para realização de atividades físicas, então uma outra alternativa é envolvê-lo em atividades que exercitem seu cérebro.

Ademais, uma boa alimentação é capaz de contribuir e muito para a produção de neurotransmissores que também são responsáveis pela sensação de bem estar e prazer; a alimentação saudável ainda ajuda a melhorar os níveis de concentração e memória. 

Idosos podem tomar antidepressivos? 

Os medicamentos para tratamento da depressão em idosos devem ser receitados por médicos psiquiatras especialistas, e as terapias precisam ser seguidas fielmente.

Não tome medicamentos sem conhecimento de seu médico.

Editorial Acvida
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O Editorial da Acvida Cuidadores é feito por nossa equipe de conteúdo, que inclui especialistas em cuidados paliativos, em administração de equipes de cuidadores e jornalistas. Seu objetivo é trazer informações relevantes a todos os envolvidos no trato das pessoas incapacitadas de realizar o autocuidado. Reuniremos artigos médicos e científicos, publicações jornalísticas relevantes, recomendações e entrevistas com especialistas, relatos de pessoas que passaram pela experiência de cuidar de um ente querido, enfim, tudo o que possa ajudar nossos leitores a trazer qualidade de vida para idosos, familiares e cuidadores.

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