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Musicoterapia para idosos

Musicoterapia para idosos

A musicoterapia para idosos é o tema de hoje no Blogdocuidado. Conheça melhor esta técnica que traz inúmeros benefícios tanto para a terceira idade quanto para seus cuidadores e familiares.

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Confira entrevista com a musicoterapeuta (MT.) Gisele Meira.

O que é musicoterapia?

Como podemos definir a musicoterapia?

MT. Gisele: Segundo a UBAM (União Brasileira das Associações de Musicoterapia), “Musicoterapia é um campo de conhecimento que estuda os efeitos da música e a utilização de experiências musicais, resultantes do encontro entre o/a musicoterapeuta e as pessoas assistidas.” (Definição Brasileira de Musicoterapia, 2018)

Com base na musicalidade e necessidade de cada grupo ou pessoa, o musicoterapeuta (que necessariamente deve ser um profissional formado em instituição reconhecida pelo MEC e com registro em órgão de representação da categoria) será um facilitador na promoção da saúde, bem estar, qualidade de vida, habilitação, reabilitação, entre outros.

A partir da definição de um objetivo, de acordo com entrevista prévia e sua observação,  o musicoterapeuta atuará se utilizando da música e seus elementos. 

Qual é o objetivo da musicoterapia?

Quais os objetivos e principais vantagens da musicoterapia para idosos? O que esperar com relação à qualidade de vida do idoso?

MT. Gisele: Sabemos que estímulos não verbais são fundamentais para movimentar funções cerebrais e assim retardar a progressão de doenças degenerativas próprias da idade. Pela música é possível acessar memórias e reorganizar pensamentos, trazendo equilíbrio afetivo e emocional. Utilizar-se das canções localiza o paciente no tempo e no espaço. E conversar sobre elas pode provocar um resgate gratificante de momentos e fatos da vida do idoso.

Quais os benefícios da musicoterapia para idosos?

  • Resgate de memórias afetivas através das músicas que fazem parte de sua vida;
  • Estímulo motor com a utilização de instrumentos, seja acompanhando canções ou em improvisações;
  • Estímulo da fala, promovendo a vitalidade do aparelho fonador a partir do cantar;
  • Manutenção da atividade muscular da visão através da leitura das letras das músicas;
  • Resgate da autoestima;
  • Diminuição de episódios de depressão;

A musicoterapia é recomendada para qual idade?

Pacientes a partir de que idade podem se beneficiar com um programa de musicoterapia?

MT. Gisele: São muito específicos e raros os casos onde a Musicoterapia não é indicada (acho que não vem ao caso aqui explicitar). Portanto é uma terapia que pode ser utilizada desde em bebês ainda em gestação até pacientes em cuidados paliativos.

Musicoterapia e Alzheimer

Idosos com demência (Mal de Alzheimer ou Mal de Parkinson) podem fazer sessões de musicoterapia? Quais as diferenças de abordagem nestes casos?

MT. Gisele: Idosos com demência podem e devem desfrutar dos benefícios da Musicoterapia. Esta prática se mostra bastante eficaz como complemento a outras terapias, como fonoaudiologia e fisioterapia.

Quanto a abordagem, vemos o paciente como único. A partir de entrevista com parentes ou com o próprio idoso, de observação das necessidades e habilidades preservadas do paciente e de constantes avaliações, o profissional traça objetivos e formas de agir específicas.

Como funciona uma sessão de musicoterapia?

Como transcorre uma sessão de musicoterapia para idosos? Quais tipos de atividades podem ser desenvolvidas com os diferentes perfis de idosos?

MT. Gisele: Como já foi dito, cada paciente é único. Mas dando uma visão geral, podemos trabalhar com idosos tanto individualmente quanto em grupo. 

Por exemplo, o idoso que tocou algum instrumento ao longo da vida pode ser “provocado” a continuar a fazê-lo,  estimulando a memória de canções executadas e desenvolvendo mecanismos que contornem as dificuldades motoras. 

Como exemplo de um trabalho em grupo, o terapeuta pode propor que cantem juntos, conversando sobre momentos da vida que as canções representam, realizar brincadeiras musicais, etc.

Para idosos mais comprometidos, acamados, cabe ao musicoterapeuta realizar sessões chamadas “não ativas”, ou seja a oferta de audição de músicas que se identifiquem com o paciente. 

O que não podemos deixar de citar é que cada atividade desenvolvida tem um propósito, um objetivo específico, sendo portanto fundamental que seja realizado por profissional qualificado.

Há atividades da musicoterapia para idosos que podem ser adicionadas às atividades de vida diárias (AVD), neste caso sendo executadas por cuidadores ou familiares?

MT. Gisele: Sim, inclusive isso é bastante benéfico, visto que os encontros entre musicoterapeuta e paciente se dão geralmente uma vez por semana. Cabe ao profissional orientar os familiares e/ou cuidadores quais atividades seriam essas, de acordo com o objetivo de cada tratamento.

Qual a importância da musicoterapia no envelhecimento ativo?

Como adultos saudáveis podem se beneficiar de um programa de musicoterapia?

MT. Gisele: Já foi dito anteriormente que a musicoterapia é benéfica para a maioria das pessoas. 

Para idosos ativos um programa de musicoterapia se mostra bastante eficiente no sentido de retardar a degeneração do cérebro através de propostas que estimulam a criatividade, a memória, a atividade motora, bem como promovendo o bem estar e melhoria da qualidade de vida.

Muitos pessoas tem resistência em receber acompanhamento terapêutico por preconceito. Como vencer tais barreiras?

MT. Gisele: Acredito que o elemento principal da Musicoterapia, a Música, por si só já quebra tais barreiras. 

Musicoterapia e o cuidador de idosos

Muitos cuidadores e familiares sentem-se estressados pela rotina do cuidado com idosos. Estes também poderiam se beneficiar da musicoterapia?

MT. Gisele: Com certeza, ao participarem ativamente (cantando ou utilizando instrumentos) de uma sessão de musicoterapia juntamente com o idoso, o acompanhante, seja ele cuidador ou familiar, estará recebendo os benefícios da música embora o foco naquele momento seja o próprio idoso.

Em alguns casos é possível que o musicoterapeuta perceba a necessidade e sugira uma sessão para esse acompanhante, num espaço e ambiente em que ele possa expressar e elaborar suas emoções.

Qual o valor da musicoterapia?

A musicoterapia para idosos é um recursos acessível financeiramente?

MT. Gisele: Assim como qualquer outra, a musicoterapia tem um custo para o paciente, visto que é exigido de seu profissional uma formação na área e estudo constante. Porém existem algumas formas de tornar este atendimento ainda mais acessível como trabalhar em grupo, convênios e em alguns casos inclusive ser oferecida na rede pública de saúde.

Para concluir

Gostaria de dar alguma dica ou orientação para os cuidadores de idosos dependentes e suas famílias?

MT. Gisele: Observem seus idosos… Estejam atentos a qualquer som, qualquer melodia que eles possam emitir, tendo sentido como música ou não. Provavelmente ele estará tentando se comunicar desta forma. Se possível mantenha um ambiente musical tranquilo, respeitando as preferências deste idoso. 

E, se possível, façam musicoterapia. Os benefícios serão imensos para todos!

Contatos da musicoterapeuta:

Nome completo: Gisele Meira (AMTDF – 02)

Telefone: (61) 99223-5857

Endereço:  Clave Espaço Terapêutico – Connect Tower, sala 511, Águas Claras – Brasília-DF

Instagram: @clave.espacoterapeutico

Facebook: Clave Espaço Terapêutico

Editorial Acvida
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O Editorial da Acvida Cuidadores é feito por nossa equipe de conteúdo, que inclui especialistas em cuidados paliativos, em administração de equipes de cuidadores e jornalistas. Seu objetivo é trazer informações relevantes a todos os envolvidos no trato das pessoas incapacitadas de realizar o autocuidado. Reuniremos artigos médicos e científicos, publicações jornalísticas relevantes, recomendações e entrevistas com especialistas, relatos de pessoas que passaram pela experiência de cuidar de um ente querido, enfim, tudo o que possa ajudar nossos leitores a trazer qualidade de vida para idosos, familiares e cuidadores.

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