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Estimulação cognitiva para idosos

Estimulação cognitiva para idosos

A estimulação cognitiva para idosos pode ajudar na manutenção ou recuperação da independência da pessoa assistida. Cuidadores e familiares devem incluir atividades na rotina dos idosos. Saiba mais no artigo de hoje.

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Convém estimular o assistido a desempenhar todas as atividades diárias de rotina e prazer. A vida não precisa apresentar apenas obrigações e respostas às necessidades fisiológicas.

As lembranças das nossas experiências, histórias e vivências trazem consigo os sentimentos que tivemos na ocasião, além de exercitar nossa memória. Acompanhe.

Importância da estimulação cognitiva para idosos

Algumas atividades, desde as mais básicas, são importantes para manter as funções que vão se prejudicando com a idade. Os nossos sentidos (visão, olfato, paladar, audição e tato), a nossa memória, a capacidade de abstração, de criar e organizar as ideias são as principais atividades cerebrais que se alteram com a velhice.

Outras condições também podem apresentar déficits mentais, como aquelas causadas por acidentes, anomalias congênitas ou problemas de saúde. 

Limitações motoras associadas a déficits cognitivos também podem se apresentar e dificultar a condução das atividades diárias mais simples.

A memoria é prejudicada com o passar do tempo?

A memória é uma função que geralmente fica prejudicada nos processos demenciais. Está relacionada ao aprendizado, às nossas experiências anteriores, ao conhecimento que temos para traduzir em palavras algo que sabemos, como nome de objetos (cadeira, colher), e aos processos automáticos que executamos, como escrever e dirigir. 

A memória, e consequentemente a aprendizagem, são influenciadas pela atenção (concentração sem distração ou seleção do que focar), pelo conhecimento que temos (cores, formas) e pela linguagem (escrita, fala e leitura).

As nossas funções executivas, que são nossa capacidade de perceber, raciocinar e resolver problemas, também podem ficar prejudicadas se a memória sofrer algum dano. 

O cuidador pode ajudar a estimular?

De modo geral, a estimulação cognitiva para idosos pode ser efetuada através de algumas atividades conduzidas pelo cuidador, com o intuito de exercitar a memória, o raciocínio, a orientação de tempo e espaço e a melhora da marcha. Tudo isso vai depender das capacidades preservadas pelo assistido para determinadas atividades e da sua receptividade.

A vantagem desse tipo de atividade, quando bem empregada, além de melhorar as funções cerebrais, é proporcionar uma ocupação que distraia, divirta e descontraia.

Quando um cuidador interage por meio de jogos, alongamentos, desenhos, músicas, fotos antigas e histórias, faz com que seu assistido exercite várias funções importantes para o cérebro e ainda promove momentos de relaxamento, descontração e diversão.

Para avaliar o grau de preservação dessas funções cerebrais, um terapeuta ocupacional pode ser necessário para sugerir exercícios que ajudem a melhorar ou retardar os danos.

Exercícios que trabalham a memória

  • Jogo da memória;
  • Responder perguntas sobre sua vida passada (nomes, lugares, datas);
  • Dar nome a objetos, partes do corpo, dias da semana, meses, estações, fatos históricos, datas comemorativas;
  • Leitura de textos curtos seguida de questionamentos sobre acontecimentos, personagens e o que eles faziam no contexto;
  • Repetir uma sequência de letras, palavras ou números.

Para trabalhar a atenção

  • Ligar com um traço formas inscritas com os meses do ano, dias da semana, em ordem crescente ou decrescente;
  • Ligar os números ao dominó correspondente;
  • Atividades que exijam desenvolver duas tarefas ao mesmo tempo.

Para trabalhar o conhecimento aprendido sobre cores, objetos e formas

  • Perguntar a cor da roupa que está usando;
  • Perguntar qual a cor de algum alimento;
  • Reconhecer objetos reais de não reais;
  • Reconhecer formas de animais, objetos, alimentos;
  • Denominar expressões faciais (raiva, medo, alegria, tristeza).

Trabalhar capacidades de movimentos

  • Realizar um movimento e pedir que o assistido o imite;
  • Identificar movimentos e gestos e seus significados (pedido de silêncio com o dedo indicador sobre os lábios, por exemplo);
  • Desenhar uma forma geométrica e pedir que ele a copie;
  • Pedir com a fala o com a escrita que desenhe algo (uma flor, uma bola, etc.).

Trabalhar a linguagem

  • Descrever a função de objetos (carro, televisão);
  • Copiar palavras;
  • Ditados de palavras ou pequenas frases;
  • Leitura em voz alta;
  • Citar palavras que comecem com uma mesma letra.

Trabalhar as funções executivas

  • Determinar o tempo: há quantas horas almoçou? Quando foi seu último passeio ao shopping?
  • Listar passos para executar uma tarefa: tomar banho, preparar-se para ir dormir;
  • Raciocínio: jogos de dominó, damas, xadrez, baralho, sudoku;
  • Resolver problemas: jogo da velha, labirinto, ordenar cenas de uma história.

Estimulação cognitiva para idosos: conheça o TO

O Terapeuta Ocupacional (TO) é o profissional de nível superior que trabalha a recuperação de pessoas com problemas cognitivos, afetivos, psíquicos, dentre outros, independente de sua origem.

As sugestões de estimulação cognitiva para idosos apresentadas neste artigo são feitas em caráter geral e não substituem a avaliação personalizada de um profissional de TO. Na dúvida, procure um TO.

Camila Izabela de Oliveira
Camila Izabela de Oliveira
Formada em Enfermagem e Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília (UnB), tem diversos cursos de especialização em atenção primária e gerontologia. O foco de seu trabalho é na qualidade dos cuidados paliativos e na formação de profissionais cuidadores. Criou um dos primeiros cursos de formação de cuidadores do Brasil com mais de 100 horas/aula, sendo destas mais de 40 ofertadas em estágio supervisionado ou aulas práticas. Também é enfermeira titular da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), onde desenvolve atividades de acompanhamento e suporte à famílias com crianças especiais.

1 Comment

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