Enfim, qual o valor, o custo, de se manter cuidadores em casa?
Enfim, qual o valor, o custo, de se manter cuidadores em casa?
1 de setembro de 2016
Notícias do mundo do cuidado
Notícias do mundo do cuidado
13 de outubro de 2016
Exibir tudo

E por falar em Alzheimer…

E por falar em Alzheimer...

A expectativa de vida atual é bem superior àquela que predominavam tempo dos nossos avós e, portanto,podemos usufruir das delícias dessa nova fase de vida realizando os sonhos e executando os projetos que possivelmente acalentamos enquanto trabalhávamos e constituíamos uma família, criávamos os filhos etc.

Mas, essa longevidade também é apontada como uma das causas para o aumento da incidência de doenças mentais em idosos, principalmente o Alzheimer.

É que ficamos mais suscetíveis a esse tipo de enfermidade que se manifesta após os 60, 70 anos ou mais. Muitas vezes um corpo saudável passa a abrigar uma mente progressivamente doente. É um sinal do nosso tempo, não podemos ignorar essa realidade.

Observado um cenário mundial constatamos que as doenças mentais têm apresentado números significativos, principalmente em decorrência do aumento populacional e da elevação da expectativa de vida.

De acordo com a Alzheimer’sDiseaseInternational- ADI, o crescimento da incidência da doença na população idosa praticamente dobra a cada vinte anos. A previsão é que o número de doentes de Alzheimer chegue a 74,7 milhões em 2030 e a 131,5 milhões em 2050. Esses casos multiplicam-se pelos quatro cantos do mundo, acometendo pessoas longe e perto de nós.

Um dos aspectos relacionados às pessoas que convivem mais estreitamente com familiares idosos, portadores de alguma doença mentalé, em minha opinião, o “vislumbre” de seu próprio envelhecer.

Primeiramente porque essas doenças carregam um fator genético determinante e depois porque nos conscientizamos que mais cedo ou mais tarde, iremos de fato envelhecer, perder nossa autonomia, enfrentar limitações de locomoção, visão, audição, ou ainda, o que é pior, perder a lucidez.

Mas se por um lado o determinante genético vem como uma realidade fatal, por outro estudos mais holísticos apontam para saídas preventivas nas mais variadas áreas do conhecimento.

Ora caem por terra as orientações para exercitar o cérebro, praticar a meditação, continuar ativo física e mentalmente, ora tudo isso pode “até” ser capaz de “ludibriar” a força dos quatro genes (APOE, PSEN1, PSEN2 e APP) diretamente associados ao risco de desenvolvimento da Doença de Alzheimer – DA.

Ouvimos e presenciamos, cada vez mais, realidades e comentários contraditórios do tipo: “Mas fulano, um estudioso em tal assunto! Ele lia tanto, estudava tanto!”; ou então: “Dona Leandra, a mulher mais velha do mundo, com 127 anos e ainda absolutamente lúcida teve uma vida tranquila, sem muito estudo.”

Sintonizada a esse crescimento e suas peculiaridades, a comunidade científica esforça-se para desenvolver pesquisas e encontrar respostas e meios de assistir a essas pessoas e seus familiares. Os estudos e as pesquisas sobre a dinâmica cerebral e sua vulnerabilidade, assim como o funcionamento da mente e suas “artimanhas”, tornam-se mais e mais aprofundados e embasados.

Descobertas aparecem a cada dia, e tudo indica que está se destacando o caminho da prevenção como a melhor saída.

Já se considera a possibilidade de que mesmo os grupos de risco, determinados por fatores genéticos ou possuidores dos genes da suscetibilidade não estão, indiscutivelmente, predestinados a desenvolver o Alzheimer do tipo “início tardio” (ou seja, após 60 anos).

Esse alvará de soltura não vale para os casos de Alzheimer classificados como de “início precoce” (antes dos 60 anos), como bem representa o filme “Para sempre Alice”, recentemente lançado.

Fala-se também do desenvolvimento de estudos que procuram restringir a expressão dos genes da suscetibilidade logo no início do processo da doença, afastando o Alzheimer antes que se torne irreversível. Há experimentos conclusivos e outros nem tanto, fato tão comum no âmbito científico nesse estágio de descobertas.

E foi convivendo com essa realidade que passei a me interessar por questões relacionadas ao assunto, ler matérias sobre a saúde após os 50 anos, não apenas física, mas principalmente mental.

Descobri um universo tão vasto e interessante sobre o que podemos fazer, conquistar e planejar para os nossos dias futuros que decidi escrever e compartilhar experiências e informações. Para melhor ilustrar minhas intenções cito um parágrafo do livro que estou concluindo:

“O contexto de vida no qual me vejo envolvida levou-me a pensar no meu próprio envelhecer, compreendendo a premência de registrar minhas vontades, escolhas, necessidades e possíveis carências se um dia vier a ter Alzheimer. Cultivo a convicção interior de que isso não acontecerá comigo, mesmo estando ciente da incontestável probabilidade genética que me coloca no grupo definido como muito suscetível, por apresentar tendências familiares importantes. Mesmo assim, a projeção de vida que faço é de que conseguirei combater essa probabilidade com o empenho do acompanhamento médico criterioso e a força de minhas ações preventivas.”

Indicação de Livros sobre o assunto, dicas de práticas saudáveis, alimentação e atitudes que reforçam a prevenção do Alzheimer, matérias recentemente publicadas sobre o avanço da prevenção ou da cura ou mesmo impressões sobre os anos convivendo com um familiar que desenvolveu esse tido de enfermidade são matérias que podem se tornar o objeto de nosso âmbito de conversa neste espaço.

Espero que possamos compartilhar muitas informações e principalmente que tenhamos grande motivação para planejar e realizar os sonhos e projetos que traçamos para essa nova etapa de nossas vidas, a “melhor idade”.

Adriano Colodette Machado
Adriano Colodette Machado
Fundei a Acvida em 2012 após uma necessidade familiar. Por mais de doze anos, minha avó paterna, Dona Benedita, precisou de acompanhamento por cuidadores. Nossa família encontrou todo tipo de dificuldade para atendê-la: pequenos furtos, profissionais pouco qualificados, até maus tratos. Não foi fácil. Mas contornamos os problemas e conseguimos oferecer a ela todo o carinho e conforto que merecia. Percebi uma demanda reprimida por serviços profissionalizados, e com minha experiência em negócios (desde 2003) criei a Acvida. No Blogdocuidado vou compartilhar essa bagagem com nossos leitores. Espero que gostem ;-)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *